Sorriso, quando tudo era dúvida, sorrisos.
Ela era só sorrisos quando eu levantava pra tomar o café da manhã e não conseguia escapar de um beijo que trazia em si a promessa de que eu passaria mais um dia bem, e o que era promessa de manhã, era a sensação da tarde e a certeza da noite.
Fica bem, faltando não há de deixar de encontrar. É só lembrar. Esquecer nunca pude porque cada dia em que me sinto bem é como se um beijo dela fosse trazido de volta.
E como eu era um cara meio sem jeito! Desviava, esquivava, acordava mais tarde e chegava a fazer cara de poucos amigos como se questionasse porque todo dia tinha que ser feliz. A monotonia do bom ainda é monótona.
Quem já se achou grande e quando cresceu viu que era pequeno?
Enfim, um desses caras que às vezes vai contra a felicidade. Mas no final das contas, a alegria é um legado que se passa pelo costume.
Quando deixava de ser feliz, era por adolescência. Depois a gente só quer sair e beijar uma criança.